A GDA reforça a cooperação internacional

A GDA afirma-se como uma voz na gestão coletiva internacional dos direitos dos artistas. A sua presença nos principais fóruns globais do setor contribui ativamente para o desenvolvimento de soluções que promovem uma proteção e distribuição de direitos mais eficaz à escala mundial.

A participação da GDA na Assembleia Geral da SCAPR (Societies’ Council for the Collective Management of Performers’ Rights), realizada em maio de 2026, reforçou a presença da cooperativa em debates dedicados à gestão coletiva dos direitos dos artistas. No seguimento desta reunião, Claudia Cadima, Diretora de Relações Internacionais da GDA, foi reeleita Vice‑Presidente da SCAPR, consolidando o papel da GDA na definição das políticas e infraestruturas globais que sustentam a identificação, o intercâmbio e a distribuição de direitos a nível internacional.

Recentemente, a GDA participou ainda em mais duas reuniões internacionais dedicadas ao desenvolvimento da gestão coletiva de direitos dos artistas: o fórum audiovisual da SCAPR, acolhido na GDA e realizado em Lisboa, e uma reunião de trabalho da FILAIE (Federação Ibero‑Latino‑Americana de Artistas Intérpretes e Executantes), que reúne organizações de gestão coletiva do espaço ibérico e da América Latina.

No fórum audiovisual da SCAPR, os trabalhos centraram‑se na melhoria dos mecanismos de intercâmbio internacional de informação sobre utilizações e repertório audiovisuais, essenciais para assegurar uma distribuição internacional precisa e eficiente dos direitos dos artistas. Entre os temas em destaque esteve a evolução dos algoritmos de correspondência utilizados no sistema Virtual Recordings Database (VRDB), uma das principais ferramentas internacionais de troca de dados entre entidades de gestão coletiva, fundamental para identificar repertório e sustentar o processo de distribuição de direitos em diferentes territórios.

Já no âmbito da FILAIE, a GDA participou ativamente nos trabalhos desenvolvidos com o objetivo de reforçar as capacidades técnicas e operacionais das organizações de gestão coletiva do espaço ibero‑latino‑americano. Os trabalhos focaram‑se na partilha de conhecimento, na melhoria de processos e na promoção de uma maior integração internacional entre as entidades de gestão coletiva, contribuindo para um sistema de gestão coletiva mais eficaz e interoperável em toda a região.

A reunião constituiu igualmente uma oportunidade para aprofundar a cooperação entre a GDA e as organizações congéneres da América Latina, reforçando os mecanismos de representação recíproca e de proteção dos direitos dos artistas portugueses nesses mercados. Num contexto de crescente circulação internacional de conteúdos audiovisuais e musicais, esta colaboração é fundamental para garantir uma identificação mais eficaz das utilizações do repertório português e a defesa dos interesses dos artistas intérpretes e executantes.

GDA marca presença em fóruns internacionais dedicados à Inteligência Artificial

A GDA participa em dois dos principais fóruns internacionais dedicados ao impacto da Inteligência Artificial na música e no audiovisual. Contribui, assim, para o desenvolvimento de mecanismos que visam garantir a proteção, o reconhecimento e a remuneração dos artistas e titulares de direitos na era da Inteligência Artificial.

A GDA encontra-se atualmente representada em duas importantes iniciativas internacionais dedicadas ao impacto da Inteligência Artificial Generativa nos setores da música e do audiovisual: a Artificial Intelligence Infrastructure Interchange (AIII), da OMPI/WIPO, e o Grupo de trabalho Ad Hoc de Inteligência Artificial da DDEX.

O objetivo destas iniciativas é assegurar que a evolução tecnológica da IA seja acompanhada pelo estabelecimento de mecanismos técnicos que permitam a proteção eficiente e eficaz dos direitos dos criadores, artistas e demais titulares de direitos em todo o mundo.

A participação nestes grupos de trabalho é assegurada por Bruno Gaminha, Diretor de Distribuição e Sistemas de Informação da GDA, em representação das entidades de gestão coletiva de artistas que integram a SCAPR (Societies’ Council for the Collective Management of Performers’ Rights), contribuindo para o desenvolvimento de mecanismos e padrões técnicos que promovam a proteção e a remuneração dos titulares de direitos num contexto de crescente utilização de IA.

GDA participa na Artificial Intelligence Infrastructure Interchange (AIII), promovida pela OMPI

A iniciativa AIII da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) foi lançada em março de 2026 como um fórum internacional de diálogo técnico e operacional sobre os desafios que a Inteligência Artificial impõe aos ecossistemas de propriedade intelectual. A iniciativa reúne organizações de gestão coletiva, empresas tecnológicas, titulares de direitos, criadores e especialistas para identificar necessidades e mapear e desenvolver infraestruturas tecnológicas, operacionais e de dados capazes de suportar a identificação, autenticação, gestão de direitos, atribuição e remuneração num contexto em que os conteúdos gerados por IA circulam globalmente.

Integração da GDA no Grupo de Inteligência Artificial da DDEX

Por sua vez, o Grupo de IA da DDEX (Digital Data Exchange) está a desenvolver standards que sustentam a troca de dados e permitem comunicar, de forma consistente e eficiente, informação sobre conteúdos gerados ou assistidos por Inteligência Artificial. Entre os temas trabalhados encontram-se a atribuição, a identificação do grau de participação da IA na criação de obras e gravações, o etiquetamento de conteúdos e a comunicação de informação relevante para a gestão de direitos. Estas normas serão fundamentais para garantir transparência e interoperabilidade ao longo da cadeia de valor digital da música.

A participação de membros da GDA nestes fóruns internacionais reforça o compromisso da organização com a defesa dos artistas num período de profunda transformação tecnológica.

Estar presente onde se discutem os modelos de dados, os identificadores, os metadados e as infraestruturas que sustentarão o ecossistema da IA significa contribuir para que os direitos dos intérpretes e executantes sejam protegidos, reconhecidos e remunerados de forma eficaz, independentemente das fronteiras ou da velocidade da inovação tecnológica.