A GDA encontra-se atualmente representada em duas importantes iniciativas internacionais dedicadas ao impacto da Inteligência Artificial Generativa nos setores da música e do audiovisual: a Artificial Intelligence Infrastructure Interchange (AIII), da OMPI/WIPO, e o Grupo de trabalho Ad Hoc de Inteligência Artificial da DDEX.
O objetivo destas iniciativas é assegurar que a evolução tecnológica da IA seja acompanhada pelo estabelecimento de mecanismos técnicos que permitam a proteção eficiente e eficaz dos direitos dos criadores, artistas e demais titulares de direitos em todo o mundo.
A participação nestes grupos de trabalho é assegurada por Bruno Gaminha, Diretor de Distribuição e Sistemas de Informação da GDA, em representação das entidades de gestão coletiva de artistas que integram a SCAPR (Societies’ Council for the Collective Management of Performers’ Rights), contribuindo para o desenvolvimento de mecanismos e padrões técnicos que promovam a proteção e a remuneração dos titulares de direitos num contexto de crescente utilização de IA.
GDA participa na Artificial Intelligence Infrastructure Interchange (AIII), promovida pela OMPI
A iniciativa AIII da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) foi lançada em março de 2026 como um fórum internacional de diálogo técnico e operacional sobre os desafios que a Inteligência Artificial impõe aos ecossistemas de propriedade intelectual. A iniciativa reúne organizações de gestão coletiva, empresas tecnológicas, titulares de direitos, criadores e especialistas para identificar necessidades e mapear e desenvolver infraestruturas tecnológicas, operacionais e de dados capazes de suportar a identificação, autenticação, gestão de direitos, atribuição e remuneração num contexto em que os conteúdos gerados por IA circulam globalmente.
Integração da GDA no Grupo de Inteligência Artificial da DDEX
Por sua vez, o Grupo de IA da DDEX (Digital Data Exchange) está a desenvolver standards que sustentam a troca de dados e permitem comunicar, de forma consistente e eficiente, informação sobre conteúdos gerados ou assistidos por Inteligência Artificial. Entre os temas trabalhados encontram-se a atribuição, a identificação do grau de participação da IA na criação de obras e gravações, o etiquetamento de conteúdos e a comunicação de informação relevante para a gestão de direitos. Estas normas serão fundamentais para garantir transparência e interoperabilidade ao longo da cadeia de valor digital da música.
A participação de membros da GDA nestes fóruns internacionais reforça o compromisso da organização com a defesa dos artistas num período de profunda transformação tecnológica.
Estar presente onde se discutem os modelos de dados, os identificadores, os metadados e as infraestruturas que sustentarão o ecossistema da IA significa contribuir para que os direitos dos intérpretes e executantes sejam protegidos, reconhecidos e remunerados de forma eficaz, independentemente das fronteiras ou da velocidade da inovação tecnológica.
