Não faltam apelos ao preenchimento — estão a circular nas redes, por email e SMS — mas este artigo quer sublinhar outra ideia: a força real da participação.
O precedente dos músicos
Em meados de 2024, milhares de músicos europeus responderam ao inquérito equivalente, a adesão foi tal que o estudo se tornou a principal fonte de dados sobre o impacto da diretiva no setor musical a nível europeu.
Hoje é amplamente reconhecido como o conjunto de informação mais completo, fiável e relevante disponível sobre o tema, e é por isso citado de forma recorrente pelas entidades envolvidas no processo de avaliação.
Ainda não produziu resultados legislativos — esse momento chegará apenas com a revisão prevista para 2026 — mas já se assumiu como a peça de referência indispensável para fundamentar decisões futuras.
Agora é a vez dos atores
O mesmo pode — e deve — acontecer no setor audiovisual.
Mas isso só será possível se cada intérprete assumir o poder que tem nas mãos.
Responder ao inquérito é simples e rápido.
O que está em causa, porém, é decisivo: o modo como o vosso trabalho será regulado e remunerado no digital nos próximos anos. Sem dados sólidos fornecidos pelos próprios profissionais, a revisão da diretiva arrisca-se a ser construída sobre suposições.
Participar é exercer influência
Se há um momento em que cada resposta pode fazer diferença, é este.
É aqui que se revela o único poder verdadeiramente nosso: o de transmitir factos sobre a realidade da profissão antes de serem tomadas decisões que afetarão condições de trabalho, rendimentos e estatuto profissional.
As oportunidades de influenciar políticas europeias são raras.
Esta é uma delas.
Participe até 10 de dezembro.
A sua voz conta — e conta agora.
Responda ao inquérito aqui
