GDA nos Horizontes Vivos com masterclass sobre IA e Direitos

Bruno Gaminha, Diretor de Distribuição e Sistemas de Informação da GDA, desafiou o jornalista e autor Jorge Pereirinha Pires para uma conversa em formato de masterclass

No passado sábado, dia 15 de novembro, a GDA marcou presença no evento Horizontes Vivos, uma iniciativa promovida pela Visapress em parceria com o Gerador. A nossa participação centrou-se num dos temas mais prementes da atualidade: o impacto da Inteligência Artificial no mundo criativo.

Num formato de masterclass aberta, Bruno Gaminha – Diretor de Distribuição e Sistemas de Informação da GDA – desafiou o conceituado jornalista Jorge Pereirinha Pires para uma conversa sobre o tema “IA, Criação e Direitos – Jornalistas e Artistas na Mesma Encruzilhada”.

A conversa partiu de uma premissa clara: a rápida incorporação da IA coloca jornalistas e artistas perante dilemas semelhantes. A tecnologia promete ganhos de eficiência e novas formas de produção, mas levanta questões urgentes sobre autoria, transparência, remuneração e a própria sobrevivência de setores como o jornalismo. O debate centrou-se na necessidade urgente de defender a autoria, a ética e os direitos dos artistas num cenário em que as fronteiras entre a criação humana e a produção automática se tornam cada vez mais difusas, e onde o uso de conteúdos humanos para treino de modelos sem justa remuneração ameaça a integridade da criação.

Para enriquecer este debate e proporcionar uma base sólida de reflexão, a GDA preparou um conjunto de leituras e estudos sobre esta matéria. Intitulado “IA, criação e direitos – jornalistas e artistas na mesma encruzilhada”, este recurso reúne documentos de organizações como a UNESCO, Reuters Institute, IFPI, AEPO-ARTIS e o Parlamento Europeu.

Esta coletânea traça um panorama atualizado de como a imprensa e as artes performativas enfrentam os mesmos desafios estruturais, destacando a convergência de lutas pela defesa de modelos éticos e sustentáveis. Estes textos revelam que a proteção do trabalho criativo, seja jornalístico ou artístico, depende cada vez mais de respostas políticas e regulatórias conjuntas.

Consulte aqui os artigos e estudos compilados pela GDA.

A GDA quer continuar na linha da frente destas discussões, defendendo os interesses dos artistas. A velocidade da máquina confronta-se com a singularidade humana, e a nossa missão é garantir que o valor do gesto criativo é protegido e remunerado.