Governo abriu as candidaturas ao apoio extraordinário para trabalhadores da Cultura

Alguns dos critérios de atribuição do apoio social aos trabalhadores da Cultura foram alterados. O prazo para requerer este apoio extraordinário referente ao mês de abril decorre entre os dias 8 e 21.

O Governo publicou, esta quarta-feira, 7 de abril, uma portaria que altera alguns dos critérios de atribuição do apoio social aos trabalhadores da Cultura.

Os apoios referentes ao mês de abril devem ser requeridos entre 8 e 21 deste mês e serão atribuídos por ordem de apresentação das candidaturas.

Na portaria que entrou em vigor, esta quinta-feira, 8 de abril, o Executivo de António Costa reconhece a necessidade de aperfeiçoar alguns dos critérios de atribuição do apoio extraordinário aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da cultura.

Com a nova portaria, o Governo acrescentou ao regime pré-existente um critério alternativo de verificação da inscrição dos trabalhadores junto das finanças, permitindo agora que os requerentes possam ter tido alguns rendimentos a título de trabalho por conta de outrem, abrangendo em especial os contratos de trabalho de muito curta duração.

O apoio extraordinário aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da cultura consiste num subsídio, no valor de 1 Indexante de Apoio Social (IAS), ou seja, de 438,81€ (quatrocentos e trinta e oito euros e oitenta e um cêntimos).

Essa portaria estabelece que os requerimentos ao apoio social extraordinário aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da Cultura, devem ser apresentados, respetivamente quanto aos meses de março, abril e maio, nas seguintes datas: entre os dias 18 de fevereiro e 18 de março; entre os 8 e 21 de abril e de 3 a 14 de maio.

O formulário referente a abril está disponível, desde esta quarta-feira,  aqui, sendo que os apoios são atribuídos por ordem de apresentação das candidaturas.

Para mais informação, consulte as nossas Perguntas Frequentes.

GDA: Diretiva do Mercado Único Digital “tem de garantir aos artistas o pagamento pela utilização das suas obras”

A nova Diretiva do Parlamento Europeu para Mercado Único Digital é decisiva para repartir, de forma justa e proporcional, as receitas entre grandes plataformas – como o Youtube, Facebook, Spotify, Google ou iTunes, as produtoras (como a Sony, Universal ou Warner) e os artistas, intérpretes ou executante. A GDA – Gestão dos Direito dos Artistas enviou para o Parlamento, Governo e Presidência da República a sua proposta de transposição da Diretiva.

A GDA apela ao Governo e à Assembleia da República para que – na transposição para a lei portuguesa da Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa para os direitos de autor e direitos conexos no Mercado Único Digital (MUD) – “seja garantido aos artistas o pagamento pela utilização das suas obras nas grandes plataformas como o Youtube, o Facebook, a Spotify, a Google ou a iTunes”.

São estas plataformas que, juntamente com produtoras e editoras fonográficas, se apropriam de cerca de 93% das receitas geradas.

O apelo acompanha a “Proposta de Transposição da Diretiva MUD” para Portugal que a GDA enviou para o Ministério da Cultura, para o gabinete do primeiro-ministro e para a Presidência da República, assim como para os grupos parlamentares da Assembleia da República.

Em cada 10€ pagos pelo utilizador das obras artísticas no mercado digital, apenas 0,70 cêntimos chegam, em média, aos autores e artistas que as criam, interpretam e executam.

Segundo o presidente da GDA, “o mais importante na transposição da Diretiva MUD para Portugal é acabar com a situação atual, na qual as grandes plataformas e as grandes produtoras e editoras pactuaram um modelo em que ganham milhões de euros com a disponibilização, o “streaming” ou o“download” de música, cinema, teatro, dança, séries, etc., sem intervenção expressa  da esmagadora maioria dos intérpretes e executantes portugueses!”

Para Pedro Wallenstein, “esta situação é intolerável, e sobretudo insustentável, numa altura em que, com a pandemia da Covid-19, os músicos, atores e bailarinos ficaram sem as receitas dos espetáculos ao vivo, ao mesmo tempo que a utilização digital das suas prestações está a gerar as maiores receitas de sempre nas grandes plataformas e multinacionais de produção e edição, enquanto, para os artistas, sobram migalhas”.

A Diretiva MUD determina explicitamente que os Artistas intérpretes ou executantes “têm direito a receber uma remuneração justa, adequada e proporcionada relativamente ao valor económico real ou potencial” da utilização das suas prestações artísticas nas plataformas digitais – o que, atualmente, não acontece de todo.

Tal implica mecanismos de transparência aplicáveis aos negócios digitais equivalentes aos que se verificam na utilização de obras nos negócios do mundo físico. Por isso a GDA defende que a transposição portuguesa desta Diretiva deve garantir, desde logo, que os “autores, artistas, intérpretes e executantes, produtores, organismos de radiodifusão e órgãos de comunicação social, recebam informações precisas e inteligíveis sobre as utilizações e a respetiva remuneração de obras e prestações” nas grandes plataformas como o Youtube, o Facebook, a Spotify, a Google ou a iTunes.

Objetivo da diretiva é o pagamento justo e proporcional aos Artistas

“A Diretiva MUD é um instrumento legislativo europeu que obriga os Estados-membro a transporem para os ordenamentos jurídicos nacionais as normas vinculativas que a compõem”, afirma Pedro Wallenstein, presidente da GDA. “Esta Diretiva, provavelmente uma das mais determinantes das próximas décadas, aponta as disfunções do atual modelo e tem como objetivo proteger os titulares de direitos ao criar condições retributivas que sejam equilibradas para todas as partes envolvidas no Mercado Único Digital: esta não é apenas uma luta dos Artistas – é igualmente decisiva para a viabilidade económica dos órgãos de comunicação social, para a maior parte das indústrias criativas e para a atividade inovadora dos Autores”.

Na proposta de transposição da Diretiva MUD que enviou aos órgãos de soberania, a GDA acentua que “o Estado português tem de acautelar que os Autores, Artistas, intérpretes ou executantes, não só passam a receber os discriminativos das utilizações das suas obras e prestações, mas que também lhes serão fornecidos os fundamentos que determinaram tais remunerações”, uma vez que, até hoje, “não são transmitidas àqueles titulares de direitos informações sobre o racional subjacente aos valores que lhes são apresentados”. Apesar de as grandes plataformas digitais terem contratos (sigilosos) com as maiores editoras do mundo – Sony, Universal ou Warner – a opacidade do atual modelo de negócio deixa de fora qualquer pagamento a uma boa parte dos artistas e edições independentes.

“O objetivo central da Diretiva MUD é garantir o pagamento justo e proporcional aos Artistas que interpretam, cantam, tocam e dançam nos “streamings” ou “downloads” de música, cinema, teatro, dança, séries, etc., o que só será possível se o modelo de negócio for transparente e percetível: hoje não é na maior parte dos países, entre os quais Portugal”, afirma Pedro Wallenstein.

Segundo o presidente da GDA, apesar de os relatórios das grandes plataformas apresentarem o percentual de royalties que está estipulado nos acordos, nunca explicitam de que forma, e com que base, foram apurados tais valores: “É fundamental clarificar a distribuição dos valores entre os diversos intervenientes e, dessa forma, estabelecer-se uma relação de confiança entre consumidores, titulares de direitos, intermediários e operadores, que hoje, manifestamente, não existe”.

Entidades de gestão coletiva devem ter poderes de fiscalização

Na proposta de transposição do 19.º Artigo da Diretiva MUD apresentada pela GDA são apresentadas várias medidas que podem tornar os negócios no Mercado Digital Único mais transparentes: uma delas é a concessão legal de poderes de fiscalização a entidades de gestão coletiva de direitos de Autores, Artistas, intérpretes ou executantes, como a GDA ou a Sociedade Portuguesa de Autores, por exemplo.

“Não basta que o texto de transposição se limite a redigir normas prevendo o núcleo de direitos que a Diretiva MUD quer proteger: os estados membros devem também prever soluções de “enforcement” eficazes para a concretização desses mesmos direitos”, afirma Pedro Wallenstein. “A GDA considera que o único mecanismo de enforcement e exercício efetivo dos direitos previstos na Diretiva MUD será o de convocar, em forma legal, a negociação coletiva – sobretudo através das entidades de gestão – para o processo de definição contratual e das respetivas remunerações, bem como no acompanhamento da sua implementação”.

Na introdução à sua proposta de transposição (ver Proposta em anexo) a GDA considera que a Diretiva MUD “terá um papel absolutamente primordial, para não dizer que será uma oportunidade única, para o recentrar, o requalificar e o reajustar das posições dos diversos operadores, sobretudo nos mercados digitais da música e do audiovisual”.

Um ponto sensível é, por exemplo, a necessidade de muitos artistas renegociarem contratos antigos com as produtoras e editoras, uma vez que esses contratos foram feitos para um tipo de mercado completamente diferente do atual mercado digital. Para a GDA, a transposição da Diretiva MUD deverá proteger os artistas num processo obrigatório de revisão “de regras contratuais profundamente desfasadas das novas práticas” e das remunerações que o mercado atual está a determinar.

Direitos de fonogramas 2019 estão a pagamento

A GDA está presentemente a comunicar a distribuição dos direitos conexos de fonogramas relativos ao ano de 2019, tendo, ao mesmo tempo, iniciado o pagamento das respetivas remunerações. Esta distribuição envolve até ao momento 5.631 artistas.

A GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas está, neste momento, a proceder ao pagamento de direitos conexos sobre a utilização de fonogramas relativos ao ano de 2019.

A Distribuição Ordinária Fonogramas 2019 esteve inicialmente prevista para junho, mas em virtude da situação pandémica, que reduziu drasticamente o rendimento dos profissionais da cultura, a direção da GDA antecipou-a para fevereiro.

Da mesma forma e pelas mesmas razões, também a distribuição de valores relativos à revisão de distribuições de 2016, 2017 e 2018 são antecipadas.

 Distribuições comunicadas em fevereiro

  •  Distribuição Ordinária Fonogramas 2019 – prescreve em fevereiro 2024
  • Distribuição Ordinária Fonogramas 2016 (Revisão) – prescreve em junho 2021
  • Distribuição Ordinária Fonogramas 2017 (Revisão) – prescreve em junho 2022
  • Distribuição Ordinária Fonogramas 2018 (Revisão) – prescreve em abril 2023

Lembramos que a declaração de repertório é condição necessária à distribuição de direitos.

Os artistas que tenham participado em obras discográficas ou audiovisuais devem declarar e manter atualizados os seus registos de repertório no Portal GDA ou contactar o seu gestor de repertório.

 

 

Gabinete de Orientação e Apoio ao Artista esclarece dúvidas

Na sequência das novas medidas de apoio aos profissionais da cultura, lançadas pelo Governo, no passado dia 15, a GDA reativou o seu Gabinete de Orientação e Apoio ao Artista (GOAA)

Através da reativação do GOAA), criado em março de 2020, a GDA procura esclarecer, orientar e prestar apoio técnico aos artistas (atores, bailarinos e músicos) no acesso à informação atualizada relativa às medidas de emergência adotadas pelo Governo para o setor cultural com vista a conter a pandemia e os seus efeitos nefastos.

O trabalho prioritário do GOAA consiste em assegurar acesso rápido à informação mais relevante e atualizada sobre as medidas de execução do Estado de Emergência, bem como prestar os esclarecimentos necessários quanto às implicações que essas medidas terão na atividade profissional dos artistas.

Como primeira linha desse trabalho, com o apoio de juristas e advogados que selecionam e atualizam a informação jurídica a disponibilizar, está disponível no website da GDA uma área de Perguntas Frequentes.

Caso não encontrem aí resposta às suas dúvidas, os artistas poderão dirigir as sua perguntas por email para o endereço goaa@gda.pt

Obrigado, Carlos, pelo enorme e solidário Artista que foste!

Homem da cidade, do país e do mundo, homem de princípios e ideais, sabia com humildade que os debates, confrontos e causas são menos para os poucos que gozam de fama e sucesso e muito mais para os tantos que quotidianamente labutam pelas artes e cultura.

Carlos do Carmo
1939-2021

O novo ano começou por levar-nos uma das figuras maiores da nossa moderna cultura popular.

A personalidade artística de Carlos do Carmo, fortemente ancorada na tradição, manteve-se sempre aberta ao contacto e diálogo com os mais variados géneros e estilos musicais, do tradicional ao music-hall, do jazz ao erudito, abrindo o universo do Fado ao mundo e à diversidade criativa. O seu rigoroso carinho pela palavra – de que a irrepreensível dicção era apenas a face visível – logrou trazer igualmente para a nossa Canção nomes maiores da poesia e da literatura, ao longo de uma discografia de quase seis décadas de intenso trabalho.

E era um Amigo também.

Homem da cidade, do país e do mundo, homem de princípios e ideais, sabia com humildade que os debates, confrontos e causas são menos para os poucos que gozam de fama e sucesso e muito mais para os tantos que quotidianamente labutam pelas artes e cultura.

A comunidade artística e os membros da GDA têm para com o Carlos do Carmo uma grande dívida de gratidão, porquanto nunca hesitou em colocar o seu nome, prestígio e influência ao serviço da causa comum em sucessivos momentos-chave, politicamente determinantes para as artes e indústrias culturais. Com o seu mister e experiência foi curiosamente dos primeiros a intuir e preocupar-se com a exclusão negocial e a sub-remuneração dos artistas, intérpretes e executantes, que começava a ocorrer e a crescer com a deslocação do mercado analógico para o digital. Que falta e que saudade vamos sentir daquele jeito pausado e ponderado com que, depois de ouvir razões e de um curto silencio, dizia simplesmente “…huumm…deixa-me fazer uns telefonemas…”

Obrigado pelo enorme e solidário Artista que foste!

Até breve Carlos

Pedro Wallenstein,
Presidente da GDA

Artistas ibero-americanos lutam por retribuição justa das suas obras nas plataformas “streaming”

Os desafios colocados ao setor audiovisual pelas plataformas digitais e pela gestão de direitos intelectuais no atual contexto da pandemia vão estar no centro do XVI Fórum Ibero-Americano sobre Criações Audiovisuais nos dias 1, 2 e 3 de dezembro. O Fórum é organizado pela Latin Artis – grupo de entidades gestoras de propriedade intelectual do setor audiovisual da América Latina, Portugal, Espanha e Itália – da qual é membro a GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas. Este ano a iniciativa será inteiramente online.

As plataformas digitais de streaming têm registado um boom na última década, com o número de espectadores que consomem os conteúdos destes serviços a disparar. Só em Portugal, o número de subscrições da Netflix e da HBO cresceu quase um milhão entre fevereiro e abril de 2020, segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest.  

Os atores, guionistas e realizadores dos conteúdos audiovisuais exibidos nestas plataformas são chamados a desempenhar um papel fundamental na 4ª revolução industrial: o de satisfazer a procura de momentos de lazer e de cultura no contexto dos novos paradigmas sociais, económicos e culturais. O aumento da produção e do consumo destes conteúdos, proporcionaria, em circunstâncias normais, compensações financeiras correspondentes para os artistas envolvidos nas obras exibidas. Não é isso, porém, que está a acontecer.

Por essa razão, o Fórum Ibero-Americano sobre Criações Audiovisuais deste ano vai refletir sobre os problemas criados pelo desenvolvimento das plataformas digitais à remuneração das profissões artísticas que trabalham na indústria audiovisual. E vão discutir sobre o que é que tem de mudar na gestão dos direitos intelectuais dos atores, realizadores e guionistas para que estes recebam uma retribuição justa e equitativa pelo seu trabalho.

O que se passa é que, numa altura em que o papel social destes profissionais é maior do que nunca, com a explosão dos rendimentos gerados pelos conteúdos audiovisuais, os artistas, produtores e guionistas continuam a não ter acesso a uma remuneração justa, condizente com aquilo que produzem e que dão a ganhar às plataformas.

A Latin Artis e as suas entidades de gestão continuam, hoje, a batalhar pelos direitos de um coletivo que engloba criadores, atores e produtores audiovisuais, tal como tem feito nas últimas décadas. É crucial encontrar novas formas, legislativas ou outras, que garantam às profissões artísticas uma retribuição condizente com os direitos que geram.

O Fórum que decorre online, através da plataforma Zoom, terá como língua de trabalho o castelhano e destina-se a atores, bailarinos, guionistas, produtores, realizadores, escritores, compositores, músicos, advogados, gestores culturais, políticos e todas as pessoas que estejam ligadas à indústria cultural e audiovisual, com especial referência aos escritórios de direitos de autor em toda a América Latina e no sul da Europa.

Para inscrições clique aqui

Conheça aqui o Programa

Candidaturas ao Fundo de Solidariedade com a Cultura abrem no dia 19

As candidaturas arrancam a 19 de outubro. A SCML, GDA, AUDIOGEST e GEDIPE investem 1,35 milhões de euros para apoiar profissionais da cultura afetados pela paralisação do setor provocada pela pandemia. O Fundo é complementar às linhas de apoio adotadas pelo Governo, para profissionais e entidades da cultura, previstas no Programa de Estabilização Económica e […]

As candidaturas arrancam a 19 de outubro. A SCML, GDA, AUDIOGEST e GEDIPE investem 1,35 milhões de euros para apoiar profissionais da cultura afetados pela paralisação do setor provocada pela pandemia. O Fundo é complementar às linhas de apoio adotadas pelo Governo, para profissionais e entidades da cultura, previstas no Programa de Estabilização Económica e Social.

Os profissionais das atividades culturais podem candidatar-se ao Fundo de Solidariedade com a Cultura já a partir de 19 de outubro. Criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), pela GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, pela AUDIOGEST (Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Fonográficos em Portugal) e pela GEDIPE (Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais), o fundo destina-se a apoiar financeiramente profissionais da cultura afetados e em situação de carência, devido à paralisação quase integral do setor e consequente perda de rendimentos provocada pela  pandemia da Covid-19.

Ainda que tenha sido criado por estas quatro entidades, o Fundo está aberto à participação de todos que queiram contribuir e ser solidários. Os donativos podem ser feitos diretamente através de um formulário disponível no site do Fundo (ver em anexo). Vários artistas, produtores e organizações de produção cultural já contribuíram para o aumento das verbas deste fundo de apoio que começou com 1,35 milhões de euros, de forma a chegar a um maior número de profissionais desprotegidos.

“É extremamente importante que todos os fundos reunidos pelas mais diversas entidades, com o objetivo de colmatar as dificuldades vividas pelo setor da cultura geradas pelo impacto da crise pandémica, cheguem ao maior número de pessoas possível”, salienta o presidente da GDA, Pedro Wallenstein.

“A Santa Casa associou-se a esta iniciativa, desde o primeiro momento, pelo seu caráter transversal e ambição de chegar a todos os profissionais da cultura, sem exceção, assumindo a gestão do Fundo de Solidariedade e contribuindo para uma linha de apoio direcionada especificamente aos trabalhadores seniores deste setor”, afirma Filipa Klut, Administradora da SCML.

“A Misericórdia de Lisboa vai, assim, ao encontro da sua matriz e concretiza o desafio que lhe foi lançado pela Mansarda, na procura de uma resposta que possa atenuar as consequências desta crise pandémica nas vidas dos profissionais da área da cultura com idade igual ou superior a 60 anos, completada ao longo de 2020”, salienta.

O Fundo de Solidariedade com a Cultura divide-se em cinco linhas de apoio – quatro com condições específicas direcionadas para subgrupos de profissionais que trabalhem em diferentes áreas da cultura e uma de apoio geral. Os artistas, técnicos e outros profissionais que queiram candidatar-se deverão escolher apenas uma destas linhas, sendo que os valores mínimos a atribuir variam entre os 438 euros e os 740,83 euros por pessoa /posto de trabalho.

Os profissionais da cultura que não receberam apoio da Linha de apoio social adicional aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da cultura, lançada pelo Ministério da Cultura, serão considerados prioritários no processo de candidatura ao Fundo de Solidariedade com a Cultura.

“A linha de apoio social adicional aos profissionais da cultura, tem, naturalmente, os seus limites e critérios de elegibilidade, impossibilitando que a ajuda financeira chegue a todos aqueles que precisam, muitos deles também arredados dos apoios transversais à atividade económica”, diz Miguel Carretas, diretor-geral da AUDIOGEST.

“O Fundo de Solidariedade com a Cultura será, assim, também complementar àquela linha de apoio pública, lançada pelo Ministério da Cultura. Sendo alguns dos destinatários coincidentes, sentimos uma especial obrigação de chegarmos primeiro às pessoas que não foram contempladas pelo apoio do Governo, apesar de mantermos a abrangência inicialmente prevista”, sublinha Miguel Carretas.

Os artistas, intérpretes ou executantes que ficaram desempregados no início da pandemia e que desempenharam em 2019 atividades profissionais relacionadas com a produção de espetáculos ou outras atividades conexas na área da música, dança, teatro, cinema ou audiovisual podem recorrer à linha de apoio 1, se não tiverem direito a Fundo de Desemprego. Também poderão candidatar-se a esta linha empresários em nome individual sem trabalhadores a cargo. A linha de apoio 4 está destinada a profissionais que pertençam a este grupo, cuja idade seja igual ou superior a 60 anos, completada ao longo de 2020.

“Esta iniciativa conjunta mostra o espírito de solidariedade e a defesa dos interesses comuns que existe na cultura e no mundo do espetáculo e representa uma mobilização notável em prol dos profissionais desta área”, diz Pedro Wallenstein.

Já as empresas e empresários em nome individual com trabalhadores a cargo, que atuem em produção e edição cinematográfica, audiovisual e na área da música ficam inseridas nas linhas de apoio 2 e 3 (ver regulamento em anexo).

“É fundamental que as empresas dos setores culturais, nomeadamente da área do cinema e da produção audiovisual, mantenham as condições para subsistirem e assegurarem a estabilidade dos postos de trabalho. Este apoio também se destina a assegurar a parte do salário que lhes compete pagar, nos casos de lay-off, segundo Paulo Santos, Diretor Geral da GEDIPE.

Existe ainda a linha de apoio geral destinada aos artistas, empresários e trabalhadores por conta de outrem que estejam desempregados devido à pandemia e que desempenhem funções artísticas, técnicas, de gestão ou suporte em áreas que vão desde o cinema e audiovisual às bibliotecas e arquivos. Os candidatos deverão comprovar que vivem há mais de dois anos em Portugal e que tenham perdido mais de 50% dos rendimentos em relação ao ano anterior. 

Para mais informação, candidaturas e donativos, consulte o site do Fundo: https://www.solidariedadecultura.pt/

Convocatória: Assembleia Geral da GDA realiza-se no dia 13 de outubro

Com a finalidade de serem discutidas as matérias previstas no Artigo 28º (n.º 1-b e g), dos Estatutos da GDA, e tendo em atenção o disposto nos seus Artigos 23.º (n.º 2); 26.º (n.ºs 1 e 2); 27.º e 28.º (n.ºs 4 e 5), convocam-se todos os cooperadores para uma ASSEMBLEIA GERAL, a realizar em […]

Com a finalidade de serem discutidas as matérias previstas no Artigo 28º (n.º 1-b e g), dos Estatutos da GDA, e tendo em atenção o disposto nos seus Artigos 23.º (n.º 2); 26.º (n.ºs 1 e 2); 27.º e 28.º (n.ºs 4 e 5), convocam-se todos os cooperadores para uma ASSEMBLEIA GERAL, a realizar em 13 de outubro de 2020, pelas 14:00 horas, nas instalações da Ordem dos Contabilistas Certificados, sita na Avenida Barbosa do Bocage, nº. 45, Lisboa, com a seguinte

 

ORDEM DE TRABALHOS

1) Apreciar e votar os Relatórios de ‘Gestão e Contas’ e de ‘Transparência’, bem como, o Parecer do Conselho Fiscal, relativo ao exercício de 2019.

2) Confirmação das medidas contempladas pelo ‘Plano AARTE’, nomeadamente, as seguintes:

  • Fundo de Emergência 
    • Apoio Cartão de Compras
    • Fundo de Solidariedade com a Cultura
  • GOAA (Gabinete de Orientação e Apoio ao Artista);
  • Avanços sobre a distribuição de 2019;

3) Proposta de alteração das regras aplicáveis, no Regulamento de Distribuição, à última revisão anual, também chamada revisão de fecho;
4) Apresentação do Relatório e Contas da FGDA, relativo ao exercício de 2019;
5) Informações gerais.

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Play – Prémios da Música Portuguesa regressam ao Coliseu a 29 de julho

Este ano, os Play – Prémios da Música Portuguesa contam com um total de 44 nomeados para 11 categorias que vão do pop-rock e hip hop ao fado, passando pelo jazz e pela música clássica e erudita. A cerimónia decorre dia 29, no Coliseu dos Recreios e pretende ser um sinal de esperança e resiliência […]

Este ano, os Play – Prémios da Música Portuguesa contam com um total de 44 nomeados para 11 categorias que vão do pop-rock e hip hop ao fado, passando pelo jazz e pela música clássica e erudita. A cerimónia decorre dia 29, no Coliseu dos Recreios e pretende ser um sinal de esperança e resiliência dirigido a todos os profissionais da cultura.

Inicialmente prevista para março, mas adiada devido à pandemia, a cerimónia de entrega dos Play – Prémios da música Portuguesa decorre, na próxima quarta-feira, 29, no Coliseu dos Recreios, Lisboa.

Promovidos pela associação Passmúsica, que representa a Audiogest (Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Fonográficos) e a GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, os Play têm este ano a sua segunda edição, mas devido à situação pandémica, a cerimónia realiza-se em moldes diferentes dos do ano passado.

Desta vez, a gala de entrega dos Prémios da Música Portuguesa realiza-se com pouco público na plateia. A lotação ficará abaixo do limite máximo permitido e não deverá contar com mais de 400 pessoas.

Além desta, foram implementadas outras medidas para garantir a segurança de todos os envolvidos, nomeadamente o facto de as atuações previstas não ocorrerem em direto, sendo gravadas antes da gala.

Com transmissão em direto a partir das 21 horas de dia 29, na RTP1, Antena 1 e em livestream nas várias plataformas PLAY, a gala decorre no Coliseu dos Recreios e conta com apresentação de Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves.

O programa incluirá nove atuações, distribuídas pelas mais de duas horas da transmissão. Nesta segunda edição, a produção privilegiou os duetos, alguns deles interpretando repertório conhecido do público, já outros, como o de Pedro Abrunhosa e ProfJam, despertam-nos a curiosidade sobre o que irão estes dois artistas, que agora se conheceram e desde logo criaram uma cumplicidade invulgar, preparar para a maior noite da música portuguesa.

Assim, estão confirmadas as presenças em palco de:

  • Lena d’Água
  • Papillon e Murta
  • Bárbara Bandeira e Kasha
  • Camané e Mário Laginha
  • Calema
  • Ana Bacalhau e Diogo Piçarra
  • Fernando Daniel e Tainá
  • Capitão Fausto
  • Pedro Abrunhosa e ProfJam

Os Prémios PLAY estão divididos por várias categorias, como “Melhor Álbum”, “Prémio Revelação” ou “Melhor Grupo”. Das 13 categorias, os vencedores de 10 são escolhidos por um júri composto por cerca de 200 elementos direta ou indiretamente ligados à indústria musical, que votam através de uma plataforma digital auditada.

As exceções são a “Canção do Ano”, patrocinada pela Vodafone, em que os vencedores são escolhidos pelo público entre os 4 nomeados; o “Prémio da Crítica” é escolhido por um painel de críticos; e o “Prémio Carreira” selecionado por representantes da Audiogest e da GDA.

Conheça aqui as categorias e os respetivos nomeados.

O evento deste ano pretende transmitir um sinal de esperança e resiliência a todos os profissionais da cultura, um dos sectores da economia portuguesa mais afetados pela pandemia do COVID-19.

Recorde-se que a Audiogest e a GDA, promotoras dos Play através da Passmúsica, criaram juntamente com a GEDIPE (Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais) e a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, o Fundo de Solidariedade com a Cultura, destinado a apoiar profissionais dos espetáculos e das atividades culturais que tenham sido afetados pela pandemia da Covid-19. 

Estes prémios são também uma forma de reconhecimento do papel que os artistas têm na cultura e na sociedade portuguesa em geral.