juntos no mesmo palco
25 julho 2017

GDA lança campanha para os artistas do audiovisual declararem o seu repertório

A GDA incentiva todos os artistas que participaram em obras audiovisuais protegidas a declararem o seu repertório. Esta é a única forma de receberem os valores que lhes cabem pelos direitos cobrados. A campanha passará pela TV, pelo seu portal e pelas redes sociais e por telefone. Os atores e os bailarinos vão ter ações específicas para eles.

A GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas lança este mês de julho uma campanha de incentivo aos artistas que trabalham no audiovisual para que declarem o repertório no seu portal até 15 de setembro. A declaração de repertório é a forma de os artistas verem reconhecida a utilização dos seus trabalhos protegidos e de, assim, receberem a parte que lhe cabe dos direitos cobrados pela GDA.

Essa campanha será feita de várias formas. Terá um vídeo de suporte inspirado no célebre “romeiro” do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, com a participação dos atores como André Gago, Rita Blanco e Tobias Monteiro e a voz de Albano Jerónimo. E a GDA vai intensificar o apelo à declaração de repertórios no seu portal, nas redes sociais (sobretudo no Facebook) e na divulgação direta junto dos seus cooperadores através de e-mails, sms e telefonemas. Estão também previstas ações para atores e dirigidas aos bailarinos com obras utilizadas em programas de televisão.

“É essencial que os artistas declarem o seu repertório para que a GDA possa atribuir a cada vez mais pessoas os valores correspondentes aos direitos que lhes cabem”, afirma Carlos Vieira de Almeida, membro da Direção da GDA. “Já fizemos um grande esforço relativamente aos anos de 2012 e 2013, tendo conseguido nesta última distribuição, em junho, atingir 1300 artistas, sobretudo atores. É um recorde e um estímulo para continuarmos este trabalho”.

Os serviços da GDA têm intensificado o contacto direto junto dos seus cooperadores, tendo em atenção desde logo os que participaram nas obras que mais direitos geraram em cada ano. Por essa razão as taxas de distribuição têm aumentado significativamente, tendo em junho de 2017 – no primeiro momento das distribuições de direitos relativos aos anosde 2013 e de 2012 – sido colocados mais de 30% dos direitos em distribuição, abrangendo logo aí mais de metade dos direitos gerados por obras portuguesas. Os restantes, cerca de 40% do total, dizem respeito a obras produzidas no estrangeiro e são distribuídos através das congéneres internacionais da GDA.

“Quando for realizada a distribuição de 2014 – que deverá estar pronta até ao final do próximo mês de outubro – será igualmente levada a cabo uma nova atualização da distribuição dos diretos de 2012 e de 2013”, afirma Luís Sampaio, vice-presidente da GDA e coordenador da Comissão de Distribuição. “A conjugação de esforços entre os operadores da GDA e os artistas que declaram o seu repertório está a permitir entregar, de forma cada vez rápida, os direitos a cada vez mais cooperadores”.

As declarações podem ser feitas online no Portal GDA. Ou, em alternativa, através dos gestores de repertório que trabalham nas instalações da GDA em Lisboa e no Porto.